quinta-feira, 22 de outubro de 2015




                                                  A nau dos piratas.
  

Todo mundo socado na nau. Gangsters buscando sobrevivência em meio a tantos outros marinheiros de primeira viagem e inocente pessoal de bordo, que veem seu idealismo afundar no emaranhado e na confusão.
A nau percorria mares tranquilos, sempre no mar de almirante em céu de brigadeiro. Nada parecia perturbar seu rumo, sem transparência com porões abarrotados de moedas.
Todavia, oficiais e marujos mais ambiciosos provocaram o motim. Não foi por acaso, mas a nau parou em noite escura com alerta de tempestade. Tornou-se um barco dos horrores, enquanto o povo ribeirinho observa, inerte, pasmado e incapaz de reclamar dos espetáculos dantescos e kafkianos que são noticiados diariamente.
Os ribeirinhos, guiados pelos holofotes da imprensa e na TV, reagem conforme é dado foco em imagens caleidoscópicas. Enquanto o show se desenvolve, os ribeirinhos, agrupados às margens da mídia, são roubados a conta gotas, sendo, portanto, chamados a pagar o aumento das contas de tudo. Seus bolsos são esvaziados, mas seguem em sua rotina de longo tempo sofrida.
O show da nau preenche o pobre cinema diário. Todos os dias chegam à terra escaleres com piratas que vão para a prisão. Perguntam: “que país é este?” Da plateia desempregada ou mal aposentada, em qualquer caso endividada, pode-se ver o palco das mil surpresas. É o desmonte de impérios pessoais dos piratas, mansões, carros de luxo, fazendas, obras de arte, firmas de lavagem de dinheiro. Não deu certo o esquema tradicional montado por assessores e especialistas de várias profissões. A receita, a cartilha do esquema para assegurar o enriquecimento ilícito e a eleição e a reeleição de propinados não deu certo. Economistas, contadores, advogados e todos que ajudaram a pensar e montar o sistema de lavagem foram reprovados.
Denúncias e mais denúncias diárias aparecem. A nova supera a anterior.
O fascismo do discurso dos piratas em escusas e fugas é impressionante. Nunca se mentiu tanto e com tal cara de pau. Frases de efeito, negativas esdrúxulas são usadas para tirar o corpo fora. As negativas são absurdas, tendo o povo com néscio, burro e imbecil.
Os nobres e reis da República veem a nau em apuros. Há barcos da alfandega por todos os lados, klips e bergantins seguem a nau, cuja gávea tem a bandeira do “Jolly Roger”, a famosa caveira com ossos cruzados, já a meio mastro.
Todo mundo envolvido, lutando para salvar o prestígio, a vaidade, o orgulho e a própria pele, um em detrimento do outro no grito de salve-se quem puder, mesmo sabendo que salva-vidas e escaleres foram retirados, tantos já foram os presos enviados para terra. A atração é diária, superou até o futebol de clubes falidos. O discurso é falido, mentiroso, não vale mais o “se colar colou”. A nau perde contato com os portos, seu pessoal de terra e os inúmeros armazéns em ilhas, onde se escondia o “money“, o “stach (muamba)” bilionário e eram lavadas todas as finanças em empresas de fachada ou não.
O terror é generalizado, afeta a todos e as prisões se preparam para receber os “vips”, os quais eram tidos como intocáveis, uma casta, não como na Índia, mas aqui superior.
Na nau, como metáfora, está sendo encenada uma ópera bufa que deixa qualquer um no chão. Nunca se viu obra tão ruim, tão ridicularmente representada. Na nau o conflito interno é explícito. A equipe do som não se entende com os figurinistas e os atores, todos de alta qualidade, perdem-se no palco. O script já se perdeu. Cada um segue o seu próprio. A plateia não entende mais nada. O mocinho da hora vira bandido, o rei vira bufão, a rainha vira megera indomada; os palhaços viram a mesa e os menestréis cantam e tocam músicas e letras fúnebres. O desencontro é o desconcerto. A harmonia some com o ar vindo do aparelho de ar-condicionado, barulhento e de ar quente espalhando mofo. A bilheteria perde receita, mas inventa recobrar os ingressos do que já pagaram, como última alternativa. A nau está encalhada.
Lá fora a polícia e a promotoria portuária atuam seriamente e a Justiça vira a única chance de vingança popular.
Os ribeirinhos aguentam, toleram, aguardando o fim da ópera bufa vista na nau pirata. E a visão promovida só existe porque a imprensa e a TV se interessaram pelo sensacionalismo momentâneo, parcial e lucrativo. Talvez alguns não hesitariam em ajudar a silenciar tudo, se fosse esse o interesse.
O histórico da nau aponta que a mesma desde há muito tempo, já era um castelo flutuante, sendo a habitação divina de famílias ditas “nobres' que viviam em décadas de euforia e deslumbramento. A farsa chegou ao fim na época da informática a favor do controle externo da Adm. Pública. O cruzamento das informações. O esquema todo não contava com o parelhamento da Polícia Federal e do Ministério Público.
O tempo de fascínio, euforia, sensação de poder ilimitado, o deslumbramento dos megalomaníacos, hedonistas, individualistas e impunidade está em crise histórica. Talvez esteja sendo promovida a última regata dos resquícios do Império na República Nova, onde o coronelismo ainda manda.
Talvez a identidade dos ribeirinhos com a dos eleitos e seus nomeados podemos sintetizar no sonho cultural de "agora eu vou me fazer" . talvez isso tudo possa enfrentar um choque e significar uma troca de paradigma e isto sirva de modelo para as novas gerações, mostrando a elas que há consequências para a Nação, que há punição e que hoje estamos mudando o Brasil.
Os ribeirinhos pregam o fim deste teatro medíocre e oficial; é o que diz e deseja o silêncio barulhento na mente de cada ribeirinho. A vontade de colocar fogo na nau é geral e popular, mas contida pelo caráter pacificado dos ribeirinhos, esfomeados e cativos de suas contas e responsabilidades. Tal vontade impera mas é transferida para as instituições, a Lei e a Justiça.
Talvez a punição inédita na nau e seus portos, possa acabar com cultura política e suas mazelas bem como costumes tecidos ao longo da história, num sistema de propinagem, entrelaçamento de acertos em proveitos pessoais, troca-troca de cargos, nomeações e benefícios asseguradas por proteção mútua e pela prometida impunidade. Será então um novo tempo, um em que a terra possa prevalecer, trabalhar para produzir e ter segurança e estabilidade num objetivo comum de preservar a Nação, a Pátria dos honestos, não mais a nau dos piratas, feita para/ por/ pelo bem de tais piratas reais, bucaneiros e flibusteiros, onde o teatro é ainda o de peças da nobreza nos corredores de palácios, sem qualquer transparência, onde tudo se faz e tudo se esconde numa verdadeira monarquia republicana, esta protegida ainda pela burocracia.
Ou a energia das Instituições, ainda preservadas, acaba com esta nau ou ela acaba conosco, hipótese já em curso.
Esta nau e esses piratas, acostumados a um modo de ser histórico e intocado por séculos, desta feita arruinaram o mar, a terra e os céus. Gerações futuras sentiram os efeitos graves de sérios dos erros de fundo.
Poderá ser um novo tempo sem eles, mas o povo pagará por tudo. Perderão suas empresas, seus salários, suas chances de vida, carros, estudo e a vida se amoldará às dificuldades. Nas páginas da História, ficarão registrados os momentos que detonaram parte do tempo futuro.

Odilon Reinhardt.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015


                                               


                                               

                                                Erros fatais de essência.
   

  
O esquecimento da relação entre o ser humano e seu instinto e a obliteração de que somos todos Natureza parece ser a resultante mais característica e grave de mecanização da vida em hábitos e pensamento.

Criados para sermos o resumo do potencial de todas as virtudes, qualidades e essências da Natureza, o Ser Humano cria sistemas para viver, que o afastam de sua origem, sob o pretexto de estar progredindo, evoluindo. Infelizmente está ficando cada vez mais doente. A inconsciência remonta ao tempo das cavernas. As consequências são tamponadas no coletivo, mas sentidas individualmente ao seu devido tempo. A Natureza cobra o desrespeito e o afastamento com que vai sendo tratada.

No passo de um caótico progresso material de duvidoso proveito, o individualismo egocêntrico preenche as lacunas deixadas pelo abandono do ser interior. O vazio expande-se no íntimo de cada um e é preenchido por coisas e eventos supérfluos, passageiros, e sem qualquer benefício para a vida de qualidade.

Todos os dias, observa-se o reflexo de tal proceder nos mais variados aspectos do relacionamento humano, familiar e ou corporativo. Cada vez mais verifica-se o surgimento de consequências desastrosas, originadas por decisões baseadas no desequilíbrio, o qual ignora a contextualização, a história, a conjuntura e a visão sistêmica, mas impõe a intolerância, a prepotência, a falsidade, o fascismo, a mentira e o teatro da ópera bufa.

O indivíduo surge artificial, plástico; afasta-se da natureza e torna-se fraco de caráter, personalidade e alma. Torna-se fluído, permeável. Vende-se, entrega-se inconscientemente para qualquer sistema. Compram-lhe a alma, a vida, o destino e a própria existência. Torna-se um joguete ao sabor dos acontecimentos.

Quem se afasta da Natureza e não mais se sente como parte dela, não pode ter amor a si, amor ao Próximo, à Natureza e ao seu país. Torna-se um objeto, manipulável, um elemento perigoso para o próprio Ser Humano, pois suas decisões refletem o caráter frio, calculista, matemático, insensível e altamente venenoso de seu interior . Um perigo para o seu povo.

Sim, distante da Natureza, esquecendo que é parte dela, o indivíduo esquece a vida de aprendizado e sabedoria, não se coloca mais como sujeito dos acontecimentos que ocorrem fora de si, que agora são o sujeito enquanto ele passa a ser o objeto.

Estamos todos deixando que isto ocorra. O pano de fundo está sendo despercebido, eis que o teatro da vida corre embaçando e enganando a plateia. Há tanto pão e circo no dia à dia que não se olha mais o pano de fundo que está sendo subliminarmente reformado pelos princípios do individualismo egocêntrico e de um materialismo, totalmente averso à Natureza, e que vai lastreando-se num absurdo hedonismo que por sua vez estimula o acúmulo de tudo para além das necessidades normais do ser humano.

Aumenta geometricamente o número de pessoas vazias, desfocadas, sem objetividade pessoal. Fracas, condicionáveis, dirigíveis, tornam-se objeto guiadas por novos deuses como o da aparência enganosa , que é a fantasia da existência. Vivem uma vida que não é a mais a sua. Mostram-se numa figura, mas não a são. Só parecem ser e isto é que vale. São agora objetos controláveis. Fazem construção de um castelo de areia, de cartas, de barro, que um dia vai desabar sobre sua cabeça impiedosamente. Tudo e todos a sua volta no mundo exterior serão demônios e fantasmas de sua própria vida interior, onde ficará confinado numa prisão de horrores.

O indivíduo-objeto não é um Ser, passou à condição de anti-ser, mas isto, agora ninguém repara nem discrimina, já que sua quantidade torna-se enorme , um modo de ser aceito e inconteste. Castelos de areia já desabam aos montes, mas isto é tido como problema individual e nunca coletivo. O circo pega fogo em algum setor, mas a plateia é levada a crer que é parte do espetáculo e assim todos ficam contentes, ignorando a mentira e qualquer um que a aponte.

Assim, o indivíduo-objeto vive uma vida confusa de realidade eufórica, longe de um Ser que deveria aproveitar a existência para aprender pelo amor, pela experiência positiva, acumulando riquezas no seu interior, produtivo, criativo, como expressão de sua boa consciência.

Assim, contrariando a Natureza, encontra-se perdido, joguete do Poder em seus vários níveis e modalidades, boneco da realidade, incapaz de determinar seu destino e controlar seu caminho. Não possui boa referência e é facilmente idealizado por sistemas que o controlam. Robotizado, massificado e conduzido por interesses é explorado em todas as suas necessidades humanas.

Pessoas há aos montões que ficam à mercê dos acontecimentos ao invés de serem sujeito de si mesmo, podendo controlar seu destino e sua existência, tornam-se soldados de planejamentos de sistemas piores.

Servis e subalternos, nesta sub-condição humana, doam-se ao material, aos seus chefes superiores que são os pilares do individualismo egocêntrico. Perdem o controle de si e operacionalizam o que lhes passarem como útil e necessário. Diplomados ou não, são todos meros operadores, construindo castelos de areia, que pensam serem eternos, mesmo que o do vizinho esteja desabando.

No geral, esquemas superiores permitiram que o conjunto de pessoas robotizadas fossem também controladas por um país onde impera a feirinha de eletrônicos / informática / medicamentos, transformando o país numa tenda falida de experimentos do comerciante sem ética nem moral. O nosso enjambrado e customizado individualismo aproveita-se da ignorância e cegueira geral.

O indivíduo vive para si, com seu umbigo, último resort de sua individualidade explorada e estuprada no dia à dia. Vê tudo, mas não entende nada na enchente de informações e desinformações do dia a dia com vocabulário técnico usado para afastar o entendimento e notícias truncadas para quem puder entender deixar de fazê-lo. A crítica está ausente, a criatividade é conduzida, o interesse coletivo inexistente, a falta de esclarecimento ilumina a ignorância, o fisiológico reage fisiologicamente em ações e reações mudas mas violentas; a produção de conteúdo é escassa, a alienação é a constante. Mas o indivíduo se acredita como eterno e poderoso, intocável, protegido pelo sistema a que inconsequentemente serve.

Serve inconscientemente como mero seguidor. Vive para si e seus prazeres e divertimentos, mas sente rapidamente o tédio e o vazio. Não sabe ficar só mas não sabe mais interagir com qualidade, é superficial e incapaz de ensimesmar-se e refletir sobre seu caminho, exige rapidez em tudo e transfere a obsolescência dos objetos materiais para a relação humana. A sociedade tem tudo cheio de nada; gera ansiedade pelo medo de perder ou não ganhar e pelo medo de perder o domínio sobre as coisas, pessoas e eventos; gera depressão em pessoas que procuram garantir-se através do acúmulo de bens materiais, os quais colocam como prioridade .

Sempre a ganância, o ganhar-ganhar, o tirar proveito e vantagem. Acumular mais, muito além da necessidade pessoal e familiar. A segurança não está mais no interior da pessoa, mas em seu exterior, nas coisas que possui. Está no castelo de areia e na mente que na fraqueza da mente que o fez. A pessoa é levada a colocar o Ser e o Ter fora de seu interior, pois tudo fica nas coisas e no status aparente que ostenta.

Os sistemas com seus princípios e valores, modelos mau pensados e copiados desequilibraram o Ser Humano. E aqui no nosso país, já há só arremedos de tais desequilibrados, que como calculista, frios, cartesianos, insensíveis criam, planejam e executam obras e serviços que só atendem a seus transitórios interesses e não ao Ser Humano em suas necessidades e natureza. Alucinados em suas ideias, imaginam uma sociedade igualmente fria, calculista, racional e uniforme, onde o Ser Humano seja igualmente um objeto, um mero seguidor.

É assim idealizado um ser anti-humano, com ações e reações longe da Natureza Humana, vivendo num igualitarismo insôsso(Não tem acento), sem graça, uniforme, previsível e facilmente conduzido, onde as expressões de arte, romantismo, criatividade sejam aberrações, um ato de indisciplina, punível pela lei. Os sentimentos, como os vemos hoje, seriam patrulhados para correção e preservação da ordem .

Subliminarmente é este o sistema que está sendo implantado e as consequências estão em vários sinais. Estão visíveis na ação e reação do ser humano, modelando a educação, criando dores humanas, doenças coletivas como a depressão e a ansiedade, alterando a construção do modo de pensar, viver e conviver. E pior, já vem tudo com a mensagem subliminar de que isto tudo é irreversível, sem volta, incontrolável, criando o senso de impotência coletiva quanto ao controle dos acontecimentos e fatos que estão ajudando a criar e implantar, porque é o “progresso “. Infelizmente um progresso mau pensado, de má qualidade.

São pessoas saídas desse exército de almas que levam suas escolhas e decisões para onde são levadas a atuar. São líderes de má qualidade, porque seguem modelos podres e desonestos. Arrastam uma plêiade de pessoas inconscientes, prestes a sucumbir a qualquer momento pelo lado espiritual com graves reflexos na vida exterior. Na condição de objeto obedecem e ao mesmo tempo lideram de acordo com suas decisões e escolhas. Falsas lideranças preenchidas por oportunistas ao invés de lideranças autênticas, puras e honestas.

Se corrompidos, é porque eram fracos, e aceitaram as propostas, o convite, do Mal, mesmo que este tenha sido imposto como condição por qualquer gestor de Poder e representasse uma oportunidade para participar e poder continuar faturando, uma imposição dos jogos do Poder na vida, mesmo que afastando a livre concorrência, a competição. Era na verdade um convite para o Inferno. Acreditaram no sistema de vida à base castelos de areia. Foram levados a crer que a mentira seria eterna, passaria sem ser notada. Infantilidade de alto nível.

Se corruptores, é porque também foram fracos, montando esquemas do Mal, castelos de fragilidade feitos para a eternidade. O Mal pode vencer por algum tempo, mas um dia é revelado, é o dia final, o dia D, de derrota, esta sim eterna. Mas acreditaram e fizeram acreditar no sistema de castelos .

Corrompidos e corruptores mostraram a fraqueza como seres-objeto, meros e aviltados anti-seres humanos, equiparados aos vis criminosos e facinoras no país. Gente de espírito fraco e negativo.

Um dia a casa cai. Caiu. Tais pessoas perdem o que construíram, o que fizeram no mundo. Com tal destruição prejudicam também a vida de seus seguidores. Não é caso de dinheiro, é caso de alma, de sobrevivência com forças interiores, agora, todas invalidas, já que construídas sempre em veneração às referências ruins e modelos desonestos. A casa cai. Cai porque toda a prosperidade era falsa. Sem a construção honesta da boa essência interna, o moderno, o próspero era falso, portanto, caiu na desgraça. Os valores e modelos utilizados estavam fadados à falência, ao fracasso pessoal, profissional, familiar, social e corporativo.

Não é surpresa que impérios comerciais e profissionais, grandes corporações, famílias poderosas, de um dia para o outro, enfrentem a realidade e os acontecimentos os esmaguem fatalmente. Estiveram jogando com a ilusão, o engano e a fantasia. Para que, por que? Sempre para preencher o vazio de uma existência perdida e errônea. Construíram com vento e brisa, com areia e pó um paraíso ilusório. Vidas tortas, que só poderiam dar no que deram: perdas materiais, cadeia, desgraça familiar e social, perda, descrédito e ruína.

Num piscar de olhos destruíram tudo que tinham e sem isto não são nada. Ganância, orgulho, jogos de competição e comparações, dinheiro e Poder, inveja, prestígio, vaidade, desonestidade, falsidade, horas de trapaças e barganhas, falsa sensação de estar no Poder. Agora tudo virou barro, pó, melhor, areia. O resultado de tantos negócios baseados em influência informações privilegiadas etc, afastando a livre concorrência; negócios em tramas secretas, a serviço de quem? Tudo perdido agora. E quantos outros castelos de areia, de gente jovem que acreditou na fantasia, não ruiram também. Os danos se alastram para a vida privada com desemprego e falta de dinheiro para pessoas indefesas, crédulas.

Líderes oportunistas e de péssima qualidade fabricaram um falso mundo econômico, com movimentação paralela de riquezas. Fizeram a realidade e fizeram-se acreditar e muitos seguiram a falácia. Gente nova casou, comprou carro, conseguiu emprego, endividou-se acreditando na falsa realidade. Agora suas vidas retrocedem, perdem apartamentos, carros, empregos, casamentos e seus pequenos empreendimentos em busca de rendimentos. Os responsáveis escondem-se na cadeia temporária.

Ficou a página da história que contará quem foram, o que fizeram de mau. Em jornais, revistas e documentários, estudantes e pesquisadores no futuro irão visitá-los citando seus nomes e copiando em seus trabalhos o que este bando fez. Entrarão para a enciclopédia da vida humana no Brasil como malfeitores da Pátria, a qual certamente nunca amaram e na qual sempre odiaram seu povo, pois o mais importante para eles era o umbigo, sua vaidade, sua vontade de acumular, de ser Grande, seu bem estar luxuoso e megalomaníaco, suas mansões e iates, carros, aviões, certamente seu nome de família ligado à corporação que fizeram crescer às custas do dinheiro público. Mas agora tudo acabado, nome no rol dos réus, nada de viagens com os “poderosos”, “nada de reuniões de interesses milionários”, nenhuma viagem para o exterior para tomar sol no Caribe ou nas ilhas gregas. Agora uma outra realidade: “Pessoal, a hora de sol è às 10:00 horas para a Ala C !!!!“ A boia é às 12:00!”
Pobre fraqueza humana, baseada num vazio sem fim e na eterna ilusão e fantasia de Poder e Dinheiro.

Mundos corporativos arruinados, demissões em massa, obras paradas, as consequências serão funestas para a vida nacional. Afora este exemplo da venda do ser humano, a sua passagem para o anti-humano, há milhares de ações e reações individuais que estão marcando a vida nacional. Elas acontecem no seio familiar, nas empresas de pequeno e grande porte, públicas e privadas, onde decisões refletem o vazio deste mesmo tipo de gente, seu fracasso interno como pessoa, sua falta de consciência e boa referência.

Decisões e escolhas que não decorrem de planejamento e não medem consequências no ambiente em que serão aplicadas, só levam a prejuízo pessoal e coletivo. Um dia a casa cai para todos, pessoal e profissional e corporativamente. E com a soma do drama particular de cada um, o país sofre as consequências da desmotivação institucionalizada, que os mais burros e inconscientes correm para dizer que é por falta de dinheiro, um reflexo da crise internacional, a tal “marolinha”que então chegou.

Corruptos e corruptores de seu próprio interior fizeram o que sempre fizeram: roubaram dinheiro público da infra-estrutura de saúde, segurança e educação. Agora fica o país jogado mais uma vez na contra mão da História, inflação, altos juros, desemprego, crise de energia, cérebros indo par ao estrangeiro, crise em tudo e depressão à vista. Que país é este?

Todos os corruptos e corruptores que atuaram e atuam em todos os níveis da vida oficial e privada, contribuíram para a volta ao passado, o da crise econômica, porque ela é a materialização das mazelas nacionais. Gente que há muito já se distanciou de si mesmo e assumiu a posição de objeto, de gente calculista, fria, materialista, insensível, tudo como o individualismo egocêntrico quer.

E o país vive tal e qual na sua decadência lenta e progressiva no campo interno, promovendo o desmoronamento das almas, da vida íntima, de sua vida interior. A grande mentira. A falsa estabilidade. O discurso oficial é mascarar e não admitir a existência de tal realidade e encarar os problemas de frente. Poucos observam o que está acontecendo com a adoção de meios perversos do modelo individualista egoístico adaptado ao “ mundo pós -moderno” do Brasil, algo que lembra uma ópera bufa, um teatro de bonecos feios e mau feitos como nos sonhos materiais desconexos e absurdos enquanto a plateia ri de fome e miséria.

No império do “umbigo”, falta amor à Pátria e amor ao Próximo. Os crimes,os erros são de ordem pública nacional, são diretos contra a Pátria. Esses são só verdadeiros assassinos do futuro da Pátria. Terroristas da vida privada. Assustadores. Certamente já viviam em seus cárceres mentais porque sabiam que estavam na ilegalidade, fazendo o errado e que a impunidade é uma realidade virtual e temporária como qualquer mentira. O que não continuaria acontecendo, se não fosse a imprensa livre, a Polícia Federal e o Ministério Público? Tudo ou nada só depende da divulgação que exista. A imprensa televisiva com seus ancoras nos horários certos denunciam algo, caso contrário impera o silêncio. E se houve denúncia, alguém não recebeu sua parte ou algum acordo não foi respeitado. Há interesse político na questão. E a posição e a oposição política se confrontam, tentando salvar-se do desgaste político.

Vivemos 500 anos no escuro com a roubalheira fazendo fortunas individuais às custas de Portugal, da Monarquia e na República do povo. Cadeia é pouco para a crime de trair a Pátria.

Acabou então a intocabilidade dessa gente; é a derrota para a tradicional impunidade? Se positivo, é um efetivo passo mega histórico.

E aos jovens e todos que perderam seus empregos e pequenos negócios, que vão ter que abrir mão de seus sonhos, que acreditaram na falácia toda, aos empresários que irão fechar as portas, aos casamentos que irão se desfazer, aos honestos que trabalham, pagam impostos e para quem nada dá certo, há um silêncio. Todos acreditaram na realidade fake e embarcaram nela quase que obrigatoriamente porque estavam muitos nas fases da vida em que se deve viver o que a realidade concede. Agora, mais uma vez há um silêncio barulhento dentro de cada indivíduo. Vale o que poeta Juares Baggio, escreveu, traduzindo o momento:

Na história de uma nação,
ouvi contar de um cidadão,
que sempre cheio de razão,
olhava somente o chão.”

O castelo de areia ruiu. A casa caiu. A esperança quase sumiu. E agora José em sua Pátria?

Odilon Reinhardt.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015



Resistência e Persistência.
 

Eis as palavras de encorajamento para nós todos os advogados que temos a missão de vida de carregar problemas alheios, de nossas mesas para dentro de nossos lares e 24 horas por dia procurar argumentos para cada caso, no sonho perene de buscar Justiça ou evitar que no processo não haja Injustiça. Procuramos contribuir para o equilíbrio social.

Apesar das dificuldades múltiplas num país de terceiro mundo, com milhares de problemas de desenvolvimento, somos os intelectuais da papelada, numa Pátria de burocracia barroca, enrolada em procedimentos, em meios, em formas, com seus carimbos de altíssima relevância, carentes de objetividade e eficácia.

O advogado nasceu para ser autônomo, livre, intelectual, pessoa de opinião, de sabedoria holística, compreendedor da sociedade e suas mudanças, hábil na interpretação dos fatos. Um lutador pela igualdade na aplicação da Lei; um preservador da legalidade e moralidade num país onde vemos a falta de moral e ética, onde a lei da vantagem é expressão máxima da dificuldade econômica no mercado que é objeto de manipulação cheia de modismos de ocasião. 

Resistência e persistência é o que devemos desejar para todos os advogados, estejam eles em seus escritórios próprios fazendo seu salário mensal ou em empregos assalariados, com sucesso ou momentaneamente esperando algo melhor, mas sempre advogados. 

XI de Agosto é só uma data no calendário, mas serve para lembrar quem somos e não esquecer o brilho da festa de formatura e a solenidade na OAB ao recebermos a permissão para advogar, parentes, amigos e autoridades depositavam em nós a esperança nas novas gerações. 

Nunca fomos educados para missão pequena, para sermos meros tarefeiros, servis, mecânicos “operadores do Direito”, mas seres pensantes, estudiosos, compenetrados, focados mas livres, porque só com a liberdade no interior podemos resistir e persistir no sonho de restabelecer a paz no relacionamento entre as partes de nosso atuar e através da Justiça. 

Em nosso país, o “dever-ser” é a todo surge a luta pelo poder, os conflitos, nosso campo de atuação entre as forças por vezes desiguais. Mas só a Justiça pode apaziguar e ela precisa de advogados como intermediários.

Persistamos e resistamos apesar de tudo e todas as circunstâncias. Nunca deixemos que nos possam aviltar, porque isto seria a hipótese em que o autoritarismo e o totalitarismo em suas variadas formas vencesse e então a sociedade estaria entregue à mãos erradas do Estado sem o Direito que conhecemos, sem o processo legal, sem nada. 

Gerações passadas de advogados enfrentaram os problemas de suas épocas, Houve tempos dos erros da Ditadura, mas não desistiram, persistiram. Criaram teses, foram contra o normal e o senso comum tutelado e patrulhado. Venceram. Deram sua contribuição para que o país desse um passo à frente. 

E hoje nosso país está com outra realidade, mas as dificuldades e as disparidades são enormes e causam os conflitos desta época. O império da incoerência, o tumulto criado pelas tentativas de inovação e interiorização de modelos de fora, o desequilíbrio do ser humano, o questionamento dos princípios e valores humanos frente aos modismos de mercado etc, etc. Enfim, uma sociedade em trânsito que precisa de pessoas pensadoras, intelectuais honestos, advogados, juízes e promotores preparados para a solução e orientação correta.

A realidade da profissão não está nada agradável, mas só um sonho maior pode fazer resistir e persistir.

Odilon Reinhardt

sexta-feira, 17 de julho de 2015


Será o fim do grande “Negócio”?



Mais de 500 anos de um grande negócio: assaltar os cofres públicos, direta e indiretamente. Parece que estamos com a Polícia Federal e o Ministério Público afinados e a favor do interesse público e do contribuinte. Pode estar acabando os séculos de grandes negociatas, de grandes e pequenas operações de esbulho e assalto ao Governo de todos os níveis.

Visivelmente o fim da impunidade? Todos desejamos isto, mas a dúvida coexiste com a mesma perspectiva de vitória dos detratores e de pizzas a la carte. Do petit-voleur aos grandes reis do bas-fond, reunidos em botecos ou em grandes hotéis de luxo, há um entrelaçamento de interesses sociais e políticos de tamanho tão grande quanto a vida nacional. O hábito para assaltar é pré-requisito dos mega e pequenos projetos na qualidade de quase cláusula pétrea .

Aponta-se hoje o financiamento de campanha como a grande causa da caça ao dinheiro público fácil: obras públicas, contratações de serviços fantasmas, aditivos fraudulentos, fiscalização tendenciosa, corrupta e omissa, falsas necessidades e projetos vazios a serem atendidos por empresas de fachada, propinagem e lavagem de dinheiro. Uma extensa trama, gerando certamente milhares de reuniões, telefonemas, viagens e acertos, dando movimento à vida do sub-mundo da economia.

Por trás de tudo, o cidadão de sangue desonesto, corrupto, operador de um modos de vida até agora intocado em seu âmago político-cultural. Mas agora novos ventos parecem estar soprando sobre o jogo político que tem acobertado o teatro feito de posição e oposição, que se revezam no Poder e vem utilizando os mesmos moldes e estrutura de negócio.

Há um ar de novos ares, o cofre mostrou seu fundo, mas ainda teremos que ver confirmadas as novas tendências de honestidade pública e império do interesse público verdadeiro, puro, aquele que nasce do amor à Pátria e ao seu povo.


na cultura do ganhar-ganhar, o jogo do Poder é terrível para os cofres públicos. Inúmeros são os exemplos da barbarie neste campo. Diariamente a imprensa divulga casos de verdadeira pirataria em obra se serviços públicos, infestando a gestão pública com o cheiro de enxofre e crime.

Seja oposição ou situação, os atores agem do mesmo modo e no intuito de assaltar, espoliar e derrotar a esperança do cidadão contribuinte. Mas a ficha está lentamente caindo: os cofres públicos tem fundo, tem fim. A roubalheira atingiu seu limite, o fundo do cofre começou a aparecer e a escassez tornou-se visível e perigosa.
Outra verdade que começou a ser bastante mostrada é que sem produção, sem consumo, não há imposto e sem este não há dinheiro público nem pagamento nem salários. A União, o Estado e o Município empobrecem, a sociedade vai à falência com a ameaça dos serviços públicos. Nem o neo-liberalismo apoia o fim do Estado desse modo.
Altos funcionários públicos com seus altos salários em serviços hiper-valorizados para muito além da realidade, todos com seus benefícios sem fim e que menosprezam a cada concessão a população rota e esfomeada, começam a ser ameaçados. Começa-se a desenhar uma realidade esquecida: o Brasil agora vive do Brasil.

Ficaram mais difíceis os grandes financiamentos, os subsídios, os empréstimos a fundo perdido que durante o período militar eram a realidade. A função pública, antes cargo tão disputado e prestigiado, preocupa. Tudo e todos dependem dos impostos que vem do consumo. Sem consumo, tudo pode acabar na degradação. A consequência será danosa. O magistrado, o desembargador, o embaixador, o alto funcionário público de qualquer Poder chegará a não receber seu salário no mês. Que realidade teremos? Greve de Juízes, greve nas Forças Armadas, greve na Diplomacia etc.

É prioridade acabar com o Grande Negócio: este milenar, assaltar os cofres públicos. Isto porque o cofre, diminuído pela falta de consumo de produtos e serviços, não aguentará ainda o desvio e a corrupção através dos meios usuais de assalto para pagar campanhas eleitorais etc.

O cidadão comum não aguentas mais. Há uma ira social . O cenário de abusos , desvios, mandos e desmandos ,etc, é recorrente. O teatro está ficando saturado e os ventos estão mudando. A plateia de cidadãos sabe o que está acontecendo, mas por respeito, ainda não faz nada mais cruel. Os meios de comunicação acharam notícia sensacional em tudo isto e o esclarecimento das massas cresce.

Obras públicas paradas, abandonadas e já deterioradas. Escolas e hospitais apodrecendo sem jamais terem sido inaugurados. A educação e a saúde ao abandono e negligência.

Verdadeiramente não sobra nada de positivo e bom para a imprensa mostrar à população.

Não bastasse o assalto direto aos cofres públicos, há o assalto indireto através de erros na administração ineficaz, ineficiente, anti-econômica e imoral. Erros de planejamento, incompetência, a farra com salários e benefícios, a negociata e arranjos envolvendo pessoas. Ora, tudo isto está esgotando a paciência de um povo pagador, que só tem olhado para baixo, silenciando, cansado de sua rotina que não leva ao progresso pessoal e familiar.

É certo que o povo sempre foi pacífico, depositando 100% de confiança nos eleitos, e delegando tudo inocentemente, mas isto pode estar acabando, principalmente quando se sabe que o cidadão comum, massificado, robotizado e conduzido, só se mexe quando o bolso dói.

Fica evidente que a coisa-pública, o interesse público é interesse de todos, porque todos pagam por ele e recebem as boas e más consequências. Não é mais propriedade momentânea deste ou daquele partido eleito, é interesse permanente de todos. A acomodada alienação popular que só desaparece quando aumentam a passagem do ônibus, não tem lugar num Brasil que queira sobreviver.

Os jovens da geração Y ou seja lá como for a denominação, acomodados e cheios de seus aparelhinhos de informática, com os quais pensam que resolveram o mundo, que acordem. É a vida deles que está em jogo. Fugir para outro país, fugir para o mundo das drogas ou bebida, fugir para atividades que não dão em nada, já não vai ser a opção.

As consequências do individualismo e do egocentrismo alienante terão que ser vividos e comidos aqui mesmo, na falta de empregos, na falta de salários, na falta de futuro.
O amanhã tem um preço. Estão mexendo no futuro das novas gerações, que vêm sendo enganadas por modelos e ideologias ultrapassadas, que ajudam a confirmar a posição esquerdista de “vítima eterna das elite”, tudo dentro da síndrome do “cão viralata”, esperando que alguém resolva a sua situação, no caso os cofres públicos falidos.

Não haja engano, um país pode falir. É só olhar a história recente. Pode acreditar , já tivemos inflação de 3% ao dia. Esta roubalheira toda, enfraquece a economia, mas pior, esmorece o jovem e todos. Sem educação, sem saúde, vendo tudo apodrecendo, um mar de mentiras e fascismo, no que acreditar? A alternativa é o que já está acontecendo aqui e ali, num caleidoscópio maluco e que formará uma realidade diferente.
Mas os ratos apátridas, acharam um meio de sobreviver num mundo especial, cheio de dinheiro. Criaram a razão social Malandrobrás Ltda., uma empresa virtual, com muitos presidentes, inúmeros vice-presidentes. O objetivo social era um só: assaltar os cofres públicos. Capital social: flutuante em viés de crescimento. O nome de fantasia foi: Tá fácil Empreendimentos S.A. O código de ética era feito em cada dia e de acordo com o negócio do momento.

Mas o grande negócio foi descoberto, porque alguém não recebeu a sua parte. Tudo era tão perfeito, funcionava como um sistema de moto contínuo. Mas foi à falência. Maldito elemento humano! - exclamam os surpresos e espantados criadores e consultores deste paraíso virtual.
Que haja iluminação e o Brasil aproveite está esquina de sua História para cruzar a rua e livrar-se dessa gentalha da Malandrobrás que aprontou toda esta situação, ameaçando a economia e a credibilidade do país.

Será mesmo que agora tudo isto irá intimidar todos os esquemas ilícitos e seus atores? Será que doravante, as obras serão algo honesto do começo ao fim, sem erros de projeto, fiscalização e aditivos fraudulentos? Será que as obras corresponderão efetivamente às necessidades? Será que acabará a promiscuidade entre empreiterias e os partidos ou seja lá quem for? A esperança é que o Grande Negócio secular, tenha chegado ao fim, porque desta vez vímos o fundo do cofre e isto não é nada bom.
Odilon Reinhardt.

sexta-feira, 19 de junho de 2015




Muitos terão a falsa impressão de que a Justiça serviu 
Pizzas.

O país continua sua rotina ainda sem horizonte seguro. Apesar do árduo esforço da maioria da população para viver, conviver e sobreviver, muitos se dedicam às ações de esperteza e incomparável genialidade criminosa, inteiramente coordenada pelos princípios basilares do “ganhar-ganhar”, “os fins justificam os meios”, “agora eu vou me fazer”, “é imoral mas não é ilegal”, “eu quero salvar o meu, o resto que exploda”, “o negócio é criar dificuldades e vender facilidades” etc. Uma cultura que está no sangue de muitos.
E a imprensa é inundada por notícias de corrupção sem fim. E a corrupção em suas mais variadas formas tem mostrado-se como a atividade lucrativa e impune que só amedronta os honestos e as pessoas de bons princípios, todos que já passaram a odiar o modo como se faz política neste país. Mas esta falta de interesse é muito conveniente, pois ajuda a perpetuar um grupo de pessoas que se dizem políticos e que estão no poder há décadas.
O pessimismo é inevitável e o dia- à- dia torna-se mais pesado e sem muita cor. Aliás, a vida sem boa perspectiva fica maçante e contribuí para uma vida coletiva sem muito prazer e esperança. Se a desmotivação e a desesperança custam caro ao indivíduo, a soma destes é geometricamente pior para a Nação. Padece a produção, o consumo e a receita tributária. Pessoas desistem. Pior, jovens desistem, face à impossibilidade de mudar a cultura dominante na política. Que armas temos nós a não ser 1 voto a cada 2 anos e o direito de petição, este facilmente afogado nas malhas da burocracia. A educação oficial apodrece e o esmorecimento e a descrença nacional aumentam, sendo que nem o futebol e os esportes conseguem mais ser pão e circo, pois também afundam na corrupção, nos acertos e na lavagem de dinheiro. O Governo diminui e empobrece. As reações são de violência, resultando esta visivelmente do individualismo e do egocentrismo desvairado, com mais e mais exemplos de comportamentos frios, calculistas e individualista numa sociedade reduzida ao fisiológico.
A imprensa escrita e falada fatura com a miséria da vida nacional. Não tem nada de bom para mostrar. Predominam exemplos diários do pior, do mais violento . A imprensa fica mais marrom.
Mas é a imprensa que manda, que põe, que tira, que fala, que comanda mesmo que o pessoal da mídia insista em dizer que somente mostra o que a realidade traz. As imagens do dia a dia são mostradas, mas é na elaboração da reportagem que pode nascer o teor das mensagens diárias para a população, já impedida de pensar livremente, de ter discernimento e esclarecimento livres.
Fatos, imagens e o discurso do apresentador, tendencioso ou não, tem o poder absoluto de gerar a ideia, a ação e reação. Há responsabilidade que pode gerar debate democrático, mas também revolta e comoção individual e coletiva, de modo que o equilíbrio é sempre necessário e é colocado em prática através da existência de uma diversidade e multiplicidade útil de meios de comunicação com opiniões e tendências diversas.
Todavia, com as notícias, mormente as de corrupção nos Poderes da República, a todos os níveis e em repetidos eventos, as imagens e o discurso da imprensa, só pode nascer o sentimento de traição nacional, de nojo e da inocente esperança de que as instituições façam tudo para que os criminosos possam ir para a cadeia a fim de pagar pelos crimes contra a Nação.
O poder da imprensa em divulgar imagens e fatos forma a opinião pública e atinge a todos. Quem não deseja que tudo seja honesto, correto e que o país seja melhor para todos?
Mas a sucessão de escândalos chega a ser até banalizada. Os esquemas nacionais de corrupção assustam. Um após o outro, maior em sua sofisticação, em sua importância, na quantia envolvida. Com a sucessão de casos, somos levados a ver no espaço pequeno da imprensa televisiva, fatos mais graves de modo que a cada o novo caso quase esquecemos o anterior. O esquecimento é inevitável, mas fica a noção geral de que este pessoal é podre mesmo e que tudo será esquecido, que tudo não dará em nada, pois os “caras” não se amedrontam, não se intimidam.
De vez em quando, filigranas de algum caso ressurgem, pinçadas pela TV, mas ninguém mais sabe do que se trata, pois o caso em voga é mais atraente e escandaloso e está presente na hora do jantar em família.
E pensar que por detrás do desenrolar dos preparativos para a Copa do Mundo e outros eventos nacionais desenvolviam-se esquemas brutais de corrupção. Mega sistemas de desvio do dinheiro público, engendrados por cientistas malucos pelo Poder e ganância, operacionalizados por ratos da Nação. Quais outros nunca foram descobertos? Quais outros estão neste momento sendo desenvolvidos? Do mais longínquo município até a União o que estará ocorrendo de sujo e desonesto? E as iniciativas do tráfico de drogas e seus esquemas milionários?
A esperança de cada cidadão é magoada por pontos de dúvidas e desesperanças, mormente quanto à justiça a ser feita. Alguns dos ladrões pretendem devolver o dinheiro e safar-se, pois afinal “não era nada pessoa, era só negócio”. Ainda mais um ponto de desesperança que sinaliza que o dinheiro compra tudo aqui.
Apesar do sombrio futuro dos casos que Sérgio Moro tenta instruir e sentenciar com amor à Justiça, fazendo lembrar a juíza do Rio de Janeiro que colocou os chefões do jogo do bicho na cadeia e de tantos outros juízes de valor que, sob ameaças e perigo de vida, decidem contra interesses da máfia, das drogas e poderes políticos locais, o desejo e a esperança do cidadão comum pode ainda acreditar nas instituições, mas no fundo é de fazer Justiça pelas próprias mãos, se houver oportunidade. Deve-se lembrar que o fisiológico reage fisiologicamente, portanto, em violência. Neste tocante, será que os criminosos da corrupção podem jantar num restaurante ou transitar na rua e aeroportos livremente? Podem ir à praia e passear pelas ruas? Podem viver livremente? Sei lá, é gente que se esconde em casas e carros de luxo , comprados com dinheiro sujo lavado em restaurantes, bares, lojas etc , mas sempre sujo. Que visão de mundo possuem? Qual o amor que possuem pelo povo brasileiro e nossa Nação? Realmente se importam com as coisas e o progresso do país quando vão para suas casas no primeiro mundo, para checar seus haveres em bancos de paraísos fiscais? Vivem certamente em mundos paralelos, elevados pela sua imaginária nobreza ou realeza. Eleitos ou não, são nomeados para ocuparem locais nas empresas a fim de operacionalizar cada assalto com frieza e um grau de competência criminosa de alta esperteza.  
A justiça pelas próprias mãos não será feita, porque o indivíduo sabe que será punido, embora a massa não. A massa no entanto raramente pegará os ratos da Nação, pois eles só transitam às escondidas como apátridas e degredados sem passaporte.
Seja lá como for, haverá sempre um processo judicial, modo constitucionalizado de se fazer Justiça. E é aqui que a imagem dos fatos divulgados televisivamente, gerando o desejo de justiça pode contrastar com o que realmente poderá ocorrer no Poder Judiciário em cada processo e em cada condenação ou absolvição final.
O cidadão comum poderá ficar bem decepcionado, pois não sabe das regras processuais e da realidade jurídica. Poderá então haver uma frustração nacional em relação aos desejo de Justiça como o povo a entende após as imagens e discursos da Imprensa e a realidade processual e a condenação final.
É que na atividade processual perante o Poder Judiciário, em seus Palácios, existe a realidade de cada processo feito de petições e provas submetidas a regras e prazos processuais rígidos. Vale o que realmente existe no papel , nas páginas do processo e não nas imagens divulgadas pela TV. O que não está nas folhas do processo não está no mundo.
Ademais deve-se levar em conta que no jogo do processo, laboram os advogados, os promotores, os juízes etc e todos com sua qualidade variável. Se há juízes de alta qualidade também há juízes que não correspondem aos princípios do Judiciário, como aquele que desviou dinheiro e usava o carro do bandido. Há juízes e ministros com seu histórico de estudos, convicções, rumos doutrinários e sua subjetiva capacidade de julgar. Se há advogados altamente preparados, eles podem estar do lado do bandido ou do mocinho.
Muito pode contribuir para que a realidade e o resultado da atividade jurisdicional seja uma decepção quanto às expectativas do cidadão comum. No julgamento do mensalão, o país parou para ver as sessões de julgamento sem entender muito do que se passava. Muitos do povo sabiam que bandidos da Nação tinham roubado do Governo. Parte do povo curioso queria Justiça. A grande maioria nem sabia do que se tratava. As teses do advogados variavam do absurdo ( não há prova escrita que demonstre o envolvimento do cicrano ou beltrano), ( não havia dinheiro público envolvido) a grandes teses polêmicas. O comportamento do Ministros era igualmente polêmico e o bate-boca entre eles, nem sempre técnico, era julgado pela imprensa. O resultado foi meia boca e ninguém sonhava com a existência de algo muito maior que só seria revelado com a operação Lava Jato, colocando a Petrobrás e a bandeira no Brasil a meio mastro.
É assim que o processo judicial é um mundo à parte, um jogo entre especialistas que pode resultar em total dissonância com a expectativa popular, castigando a moralidade e obrigando o Judiciário a se curvar perante o que foi demonstrado efetivamente no processo.
Teses jurídicas podem nascer e serem bem aceitas, juízes podem divergir em suas correntes doutrinárias, advogados podem falhar, prazos podem ser perdidos, estratégias processuais podem fracassar ou não. A política poderá interferir mostrando que Lei, Direito e Justiça são algo aspectos diferentes.
E mais, há a pena para cada crime. Conforme o delito há penas severas ou não. Há a possibilidade de o réu primário safar-se de tudo e nunca ir para a cadeia.
Veja-se que um grupo de empresários pode fraudar uma licitação combinando quem será o vencedor, mas a pena para tal delito é somente de detenção de 2 a 4 anos e multa. A mesma pena é para quem der causa a qualquer modificação ou vantagem ilícita durante a gestão do contrato. Evidentemente, poderá haver a caracterização de vários delitos e haverá a somatória das penas. Mas tudo dependerá do jogo processual e da qualidade técnico-profissional de cada jogador e principalmente a relevância pessoal e política dos bandidos.
O novo código de processo civil, infelizmente ainda não há um novo código de processo penal, prevê que ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência. E prevê ainda que todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva.
Nada disso parece ser conhecido do processo penal, ainda enleado em muitas brechas para defesa de posições sujeitas a pressão política e econômica, mormente nos chamados crimes do colarinho branco. Ali há campo para que a lei seja para os inimigos e os benefícios da lei para os amigos. A burocracia barroca que faz a vida nacional e processual foi feita para proteger e dar oportunidades de defesa de facínoras; está cheia de chances de artimanhas e possibilidades de chicanas na administração forense e no processo. Não se pode garantir a total isenção moral dos participantes.
Certamente os grandes chefes farão de tudo nos bastidores para salvar seus bagrinhos, pois eles são os operadores dos esquemas que são sacrificados. Contando com a sagrada blindagem de seus nomes e cargos nada sofrerão, mas nos bastidores poderão fazer e prometerão de tudo para salvar seus soldados, corsários, pessoas com permissão para assaltar. Vários tem sido os casos em que o poder econômico está acima dos bons princípios, da ética e da moral. A prepotência do dinheiro por si só é manifesta, poderosa e compra muito. E se houver interesse político no jogo, ela é superior a Deus. Ademais é bom ressaltar que os grandes esquemas criminosos só foram, salvo raras exceções, descobertos e investigados porque alguém não recebeu a sua parte.
É assim que pessoas que: quase detonaram uma empresa nacional de porte internacional; arruinaram suas ações no mercado nacional e internacional; propiciaram com a queda do preço das ações a possibilidade de compra das mesmas por preço de banana por parte de grandes investidores; depreciaram o país e sua credibilidade; piratearam o dinheiro público; traíram a fé de milhares de brasileiros etc, poderão deixar de ir para a cadeia e deixar de restituir o dinheiro roubado.
No horizonte do Lava Jato e de outros processos pode estar nascendo mais uma grande decepção para o povo brasileiro. Talvez mais pizzas sem sabor, pequenas, emborrachadas de tão frias e que teremos que engolir à mesa com gente de quem não gostamos.
Mas se for diferente, já será um passo superior na história da Nação que vem aprendendo a lentos passos. Mas enquanto isto, a população em vários cantos do país segue em procissão de carestia; milhares continuam na fila de espera do atendimento médico, milhares não tem dinheiro para pagar a conta de água, outros tantos morrem em assalto por qualquer ninharia, jovens continuam sem escola, a estrada continua esburacada, a mobilidade urbana vira caos etc. O Estado empobrece e fica cada vez mais claro que sem consumo e exportação não haverá salário para o funcionário público de qualquer Poder nem emprego para o cidadão. A rota do assalto e permanente abuso de gestão política bem como a negligência podem agravar a miséria e o sucateamento material da Nação, já comprometida há décadas em sua parte intelectual.
De qualquer forma a operação Lava Jato e outras tantas passadas vão lavando a calçada da História de nossa pátria. É lição, é aprendizado para as novas gerações para que não sigam modelos podres. Os julgamentos oficiais virão.
Talvez aos olhos de muitos do povo pode dar em pizza face a inconsonância entre fatos televisíveis e a realidade processual. Os atos judiciais serão limitados à cultura e “establishment“ de nossa época e obedecerão à lei que temos, mas no todo o sangue ruim estará sendo lavado e erradicado.
O Brasil é maior do que as suas pencas de bananas podres e suas moscas. O Ministério Público, a Polícia Federal e a Receita livres e técnicas assim como a necessária Imprensa igualmente livre são garantia de vida para a Nação e para cada um de nós, meros cidadãos, mas que ainda têm crença na Justiça e nos valores da Pátria, garantidos em última instância pelo Exército, o que não se deseja, mas permanece como último recurso para garantir a democracia e a integridade das instituições.

Odilon Reinhardt.

quinta-feira, 14 de maio de 2015




O terrível Português.
 
Sempre tívemos erros de aprendizagem. Os problemas com acentuação, o s, ss, z, ç; m , n antes do b ; l , r ; problemas de acentuação e hífen, declinação de verbos etc. sempre foram constantes, mas mesmo tudo isto sofreu incrível evolução com o tempo e hoje os erros até mesmo de pessoas que passaram por todas as etapas da escolaridade recente, vem apresentando curiosidades terríveis que muito bem refletem um país que se deixou levar pelo império do bico, da aparência, das cores e da imagem, todos ícones de um mundo oral, onde as pessoas estão perdendo rapidamente o hábito de ler e escrever no dia a dia. O vazio, a aculturação, a perda de identidade e o anonimato levam a tal mundo do faz-de-conta e da ilusão, que mascaram a realidade e colocam neblina de dúvida no futuro.

Nem se esqueçamos de mencionar o descaso das autoridades com o sistema educacional, certamente sofrendo com a falta das verbas desviadas ou não aplicadas, pois educação só dá resultado a longo prazo, tempo muito além dos quatro anos da próxima eleição. Mais vale uma praça nova e uma avenida do que um professor bem qualificado e uma criança bem educada e formada. Este é o país de cidadãos robotizados, sem crítica, condicionados e conduzidos por políticos sem comprometimento com a Pátria.

O que passarei a expor é um texto que elaborei a partir de erros de Português, listados por uma colega, mestra em Direito Tributário e doutorando em Direito do Estado na PUC de São Paulo, em decorrência de suas aulas noturnas em turmas de graduação de Direito. Os erros indicam uma terrível falha de aprendizado e denunciam a qualidade de nossas etapas escolares onde há provas e mais provas, que, todavia, deixam passar tais erros de incrível realidade.

Assim, vejamos : “ A impogasão era tanta que os alunos faziam a graduação com autícimas vontades de independização telectual; dedicavão-se a leitura ultir sobre temas involvendo igreja capitalista, direitos humanos, benefícios trazidos pelos teólogos da escola possitivista para apupulação, oculpação do poder pelso musulmanos a favor do lugro, a igreja marxista, a informação livre e assecível, o autíssimo numero de ataques ao abiente, os problemas feudas ainda existentes na sociedade sivil.

De todos os alunos, um sobre-sai porque discutiu sobre o poblema da igreja permutativa e politana onde menbros da sabedoria captau defendem que eles eram e detiam delegações pára não polpar esfforssos para fasilitar que outros menbros produzisem em tempo ábil artefatos que podesem destroir todas as impresas que plegam o mao manuzir do proletariadu. Tau teze deu lacro ( lastro) para o conbate ao liberalino das elite para lipar o mundo como um dissunami.

A nestra professora da graduação, sem muita ameição ( mistura de afeirtção e meiguice) quase provocou um ascidente iquanto o aluno terminava de ler seu testo, pois ela não sabia se ria ou chorava, mais ao levantar da cadeira quase derrubou a meça.

Quando o aluno terminou a leitura, os demais alunos protestarão porque eram contra expropar as compania que existi-se para tal fim. Poriço simplesmente e por uma questã de sub-sistência impiricamente o engoudo do aluno defensor do testop e sua auta significância foi vaiado pela galera.

Mais o conceito foi descutido em pas na aula antes que o asunto tomasse um outro rumo e virase um pavil horrive sobre um tema huniversal que nem a igreja marxista prussiana ( existiu isto?) iria encluir em sua palta. Quem lansaria tal ideia?

Antes que os alunos focem embora, a mestra lhes dice que eles terião e tinhaão que se sentirem abilitados para almentarem o poder de cretica antiológica para ssim apercoarem seu inreequecimetno e se sentiren insentivados para em todas as intâncias descutir o tema, organizano suas ideias para a próssima aula. A professora acrecentou que eles podiam ir organizano um grupo que obtece ressultados comoos outros obtião e precisavão produzir um testo que descora sobre temas paupáveis. Algo que muda-se os autocimos problema dos que trabalhavão do captau, que vive de imprétimos onde poucos ganhão muito e muitos não consegue por em prática os sonho que discidiram ter, disperdisando tempo de vida, com gastos sem reembouço em termos de existência.

Os alunos foram deichados pela mestra que concidera que eles completão o tema com segurança, dez de que fiquem livres para trabalhar. Ela quiz canselar o tema, mais viu que os alunos ganhão muito inquanto existi-se lucratização com o máximo de endependência como sempre tinha cido o ouve em suas aula.

Os da galera querião liberdade e produzião mais se obedecesem a sua orientação. Assim comegaram a producir um novo testo com vontade e aumentarcem sua produzão, sem que isto ivadice suas horas de barzinho e baladas todas as noites com musca da hora e outras coisas mas. No entanto a questão tinha menas implicasões e não era essesão agora.

A professora diante desta tiurma certamente sentiasse solitária em sua sabedoria e siplismente nunca mais apareceu para dar aula, pois sabia que com tais erro a sorte estava lançada para estes graduandos de um Português vaszio e horrível sem futuro , apesar de sua boa vontade e enfinita crinça na faculdade . Ela tinha e terá rasão. E o Brasil ainda vai ser grande com esta geração vídeo-game e shoppingue -center.


É esta então, a compilação que elaborei, horrível, mas poderia ser um pequeno parágrafo na obra de James Joyce .

São estes os pequenos sinais que demonstram que nossa realidade de país e Pátria está dando o que pensar. Não duvido. Talvez alguém leia este texto e não ache erro algum. Será que alunos com tais erros podem realmente entender as aulas de um curso superior e raciocinar a contento? Até que ponto tais defeitos realmente comprometem o aprendizado? Estariam preparados os alunos nascidos no Brasil, com alfabetização em Português, para pensar e entender a Ciência do Direito com suas figuras de retórica, sua lógica e sistema axiológico, suas metáforas que exigem abstração suficiente de uma pessoa habituada a ler e escrever ? Qual a validade da exigência de redação nas aulas de todos os níveis e no vestibular? Qual a reação de ignorância e fisiologismo? São questões que pedagogos e educadores devem responder.

O histórico do analfabetismo no país é grave. O progressivo, mas lento esforço para a alfabetização, tem seus convenientes. A descura com a educação é tradicional. Por volta de 1900, mais de 90% da população era analfabeta. O país progrediu aos trancos e barrancos. Muitos semi-analfabetos foram eleitos ou elevados a cargo executivo, fazendo do país o refém de seus erros. Hoje o semi-analfabetismo é enorme. Saber mais ou menos é ruim e leva a mais dúvidas e frustrações pessoais.

Como está aquela experiência de uma cidade americana de abolir a escrita nas escolas durante o processo de alfabetização ?

Erros de Português escrito eram motivo de muita gozação e denotavam despreparo. Hoje é preocupação para todos. Que país estamos fazendo? A pátria que já viu José de Alencar, Machado de Assis e José Lins do Rego desde então parece desaprender ou aprender mal.

Odilon Reinhardt.